Aulas online, o “pesadelo” contínua

Texto de: Cláudia Perdigão

Com o final das férias da Páscoa seria de esperar que as crianças voltassem a encher os pátios das escolas com risos e muitas brincadeiras. Contudo, não será assim em todos os estabelecimentos de ensino, já que as aulas online são para continuar em caso de infeção de dois alunos.

Para mitigar o número de novas infeções por Covid-19, a Direção Geral da Saúde (DGS) decreta medidas extraordinárias para as escolas, sempre que estas se justifiquem. Foi o que aconteceu na escola da minha filha.

Após o registo de dois novos casos de infeção no primeiro ciclo, nos últimos dias antes das férias da Páscoa, foi decretado um surto escolar e as crianças foram obrigadas a ficar em casa.

Apesar de concordar com todas as medidas que reduzam o número de novos infetados e consequentemente o número de mortos, confesso que este “novo normal” está a dar comigo em doida.

Depois de um segundo período escolar passado dentro de casa com uma criança pequena, com muitas birras, horários apertados e algum cansaço, reconheço que, aqui em casa, estamos todos a precisar de escola.

Há dias, li num blogue americano, de uma mãe de duas crianças pequenas, que a Covid-19 trouxe consigo demasiado tempo para a família. A meu ver, tudo o que é bom, nunca pode ser demais. Todavia, concordo que o ideal é ter tempo para outras coisas também. A nossa sanidade mental agradece.

Se não se registarem novos casos, em princípio, as aulas voltarão a ser presenciais já no início da próxima semana. Resta-nos aguardar pelos resultados da testagem e “vestir uma camisa de paciência” para os próximos dias.

Ironias à parte, o fundamental é mesmo zelar pela segurança de todos nós e continuar com uma atitude positiva. Melhores dias virão para aproveitarmos o melhor que a vida tem para nos oferecer. Já que uma coisa é certa: o maior legado que a Covid-19 nos vai deixar é mesmo a resiliência.

Agora e sempre continuamos juntos!