Nail Art, as unhas como uma tela

Texto de: Cláudia Perdigão

A Nail Art, em tradução livre, a manicure artística veio mesmo para ficar. Quadradas, bicudas, redondas, longas ou curtas, as unhas querem-se arranjadas, polidas, pintadas e devidamente decoradas.

Mas, será esta uma moda contemporânea?

Nas últimas duas décadas, a importância de ter umas unhas arranjadas atingiu outro patamar. Foram muitos os espaços comerciais a surgir dedicados exclusivamente ao tratamento das unhas. Nesta conjuntura surgiu a Nail Art, um conceito de estética, no ramo da manicure, que visa o design das unhas, tratando-as como uma autêntica obra de arte.

A preocupação com a estética das unhas não é algo moderno. No antigo Egito, cerca de 3500 A.C., já as egípcias tingiam as suas unhas. Na altura os vernizes eram eram concebidos de goma arábica, clara de ovo, gelatina e cera de abelhas. A era secagem lenta, a película que se formava sobre a unha absorvia as poeiras e saía com facilidade, não sendo de todo adequada para quem trabalhava com as mãos.

Pela mesma altura na história, na China antiga, as unhas compridas eram consideradas sinonimo de nobreza. Antes de partirem para as batalhas, em demonstração de poder e coragem, os guerreiros pintavam as suas unhas de preto.

Ao longos dos tempos, a estética das unhas foi sofrendo alterações. Em 1800 D.C., as unhas femininas queriam-se curtas, arredondadas e discretas, sendo ocasionalmente perfumadas com óleo vermelho e polidas com um couro macio.

A grande evolução no que respeita a instrumentos de manicure e pedicure surgiu na Europa em 1830, pela mão de Dr. Sitts. Trata-se do pau de laranjeira, ainda hoje muito utilizado para o tratamento das cutículas.

Os primeiros salões de manicure surgem pouco depois, impulsionados pelas palestras da sobrinha do Dr. Sitts, que apresentava um novo método para arranjar cutículas e unhas.

No início do século XX era comum a utilização de tesouras e limas para dar forma às unhas. A coloração era obtida através de cremes corantes e pós, havendo já uma espécie de verniz que durava apenas um dia.

A primeira empresa de produtos de manicure surgiu em 1910, em Nova Iorque, tendo implementado a lixa metálica ainda hoje utilizada em qualquer salão de beleza.

O primeiro verniz, tal como o conhecemos, surgiu em 1925, apesentando-se em tom rosa transparente.

Nos anos de 1930, divas do cinema, como Rita Hayworth e Gloria Swanson promovem o uso do verniz, passando a sua utilização a ser sofisticada e elegante.

O primeiro verniz brilhante e com pigmentos surge em 1932 pelas mãos dos irmãos Revlon, fundadores da empresa com o mesmo nome. Pela primeira vez na história surge a tendência de maquiar lábios e unhas da mesma cor.

As primeiras unhas artificiais surgem logo depois, em 1934, criadas pela americana Anna Hamburg.

É na década de 1970 que surgem os primeiros vernizes sintéticos. Na altura, as unhas queriam-se longas e cuidadas, muito à semelhança da estética atual.

A década de 1980, com a sua exuberância, trouxe a decoração da unha para além da utilização de verniz.

Nas últimas décadas os produtos têm beneficiado de uma enorme evolução, sendo a manicure cada vez mais durável e uma forma de afirmação pessoal. Todas as cores são permitidas, não havendo restrição para formas ou desenhos. Na internet, podem ser visualizados os mais diversos tutoriais para quem se quiser aventurar nesta tarefa a solo. Para os menos inventivos, são inúmeros os salões especializados em unhas, distribuídos de norte a sul do País. O importante é mesmo não descurar a estética das suas unhas.