Pior que o COVID? Só mesmo isto – PARTE II

Texto de: Luís Barbudo (Formador de Corpo e Mente)

Stress, essa palavra usada por Selye, médico endocrinologista húngaro, na década de 70, com um sentido neutro em que definia como reação não específica do corpo a qualquer tipo de exigência. Ainda na altura diferenciada por eustresse, ou stress positivo, em que o indivíduo possui meios (físicos e psíquicos) para lidar com a situação, e o distresse, ou stress negativo, que indica a situação em que a exigência é maior do que os meios para a enfrentar. Este último termo caiu em desuso, sendo substituído pelo próprio termo stress que hoje conhecemos com o sentido negativo de desgaste físico e negativo. LEIA AQUI A 1ª PARTE DO ARTIGO

Então, afinal o que é que provoca o stress? 

Imagino-me a fazer esta pergunta a um corretor da bolsa, ou a um cobrador de impostos… Até é bem provável que seja insultado com aquele olhar de lado em desaprovação. 

Claro que todos sabemos de onde vem o stress:

– Da falta de dinheiro (ou do excesso dele)

– Da má educação das pessoas (nem bom dia, nem obrigado…)

– Da falta de civismo (estacionam em qualquer lado, não usam pisca, não param nas passadeiras…)

– Do preço alto da gasolina

– Dos ordenados baixos

– Do (des)governo  

– E a lista continua

Mas estes são apenas exemplos comuns que alguns estudos identificam como stress externo. Na verdade, tudo se sente internamente, mas as causas em cima mencionadas são o “rastilho” para a preocupação excessiva e a dúvida permanente sobre a qualidade da vida, ou seja, o stress interno. Aquele stress que leva ao pessimismo constante, a expectativas irreais, perfeccionismo, pensamento rígido, falta de flexibilidade e atitudes de “tudo ou nada”. 

A exposição constante ao stress pode levar a efeitos catastróficos na saúde com os sintomas que podemos rever no artigo “Pior que o COVID? Só mesmo isto”.

Para além do stress crónico, em que o corpo não faz qualquer distinção do que são ameaças físicas ou psicológicas, encontramos reações tão exageradas como o simples facto de esperar numa fila para ser atendido, numa crítica no trabalho ou uma mudança de tempo numa época de verão. 

Entre muitas, estas são algumas consequências da exposição prolongada ao stress:

– Sistema imunológico debilitado; 

– Surgimento de infeções;

– Desenvolvimento de doença cardíaca;

– Doenças de pele;

– Dores de cabeça, costas, estômago;

– Perda de sono e do desejo sexual;

– Aumento ou perda excessiva de peso;

– Surgimento de alguns tipos de cancro.

Para evitar que tudo isto se manifeste é fundamental “ouvir” o corpo, como referi no artigo anterior.

Se sente que já está no limite consulte um médico especialista ou um bom profissional de saúde. No entanto, se os seus sintomas são leves, para além de uma boa alimentação, exercício adequado e um sono reparador, naturalmente não poderia deixar de recomendar a meditação ou a prática de atenção plena ou mindfulness. 

“Se souber como lidar com os seus pensamentos e emoções, não haverá tal coisa chamada ansiedade, stress ou tensão.” – Sadhguru

Todavia gostaria de reforçar que a realização de algumas tarefas que parecem insignificantes, podem prevenir imensamente os níveis de stress no seu dia-a-dia.

Para terminar selecionei 10 que considero bem interessantes:

– Estar em contato com a natureza. Caminhadas em jardins ou na praia;     

– Ler poesia ou um livro de autoconhecimento;

– Ter objetivos de vida;

– Estudar a origem do ser humano;

– Experimentar atividades novas;

– Tocar um instrumento;

– Ter um passatempo;

– Viajar;

– Fazer um detox de redes sociais;

– Ver comédias.

Lembre-se que somos todos diferentes e todos lidamos de formas diferentes a uma mesma situação. É necessário que se conheça e faça um estudo exaustivo de si para encontrar as suas qualidades e as suas fraquezas. 

Só assim encontrará a coragem de ser quem é, sem stress!

Um Bem Haja 

O seu Orientador de Desenvolvimento Pessoal

Luís Barbudo
PS – Se precisar de uma orientação personalizada contate-me: coachluisbarbudo@gmail.com