Ninguém é Substituível!

Texto de: Luís Barbudo (Formador de Corpo e Mente)

Por vezes fazem-nos acreditar que somos todos iguais e que ninguém é insubstituível. Na verdade, todos nós fazemos muitas coisas idênticas e existem muitos especialistas em assuntos semelhantes. Apesar de sermos muitos, cada um de nós traz para o mundo um talento, um dom para servir o próximo e servir a comunidade. A história em baixo é de autor desconhecido e exprime claramente porque somos únicos e nos devemos orgulhar disso mesmo. Inspire-se e partilhe com quem precise.

Na sala de reunião de uma empresa multinacional o diretor nervoso fala com sua equipa de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e olhando nos olhos de cada um ameaça:

– Ninguém é insubstituível!

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião. O clima é de cortar à faca.

Os gestores trocam de olhares, alguns abaixam a cabeça.

De repente, levanta-se um braço e o diretor prepara-se para fuzilar o atrevido:

– Alguma pergunta?

– Tenho sim.

E Beethoven?

– Como? – pergunta o diretor confuso.

– O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio…

O colaborador continua:

– As empresas falam em descobrir talentos e continuam a recrutar profissionais que supostamente são peças fundamentais dentro da organização, mas quando alguém sai é só encontrar outro para preencher a vaga.

Então, pergunto: quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Eusébio? Charles Chaplin? Maradona? Elvis Presley? Saramago? Jorge Amado? Paul Newman? Carlos Drummond de Andrade? Albert Einstein? Picasso? Salvador Dali? Mozart?

Depois de uma pausa prosseguiu:

– Todos esses talentos que marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem. E, portanto, mostraram que são sim, insubstituíveis.

Não estaria na hora dos líderes das organizações reverem os seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento das suas equipas, em focar no brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia em reparar nos seus erros ou deficiências?

Nova pausa e retomou:

– Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado dos seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipa e voltar os seus esforços, em descobrir os PONTOS FORTES DE CADA COLABORADOR. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso do seu projeto.

Divagando o assunto, o empregado continuava.

– Se um líder, gerente ou coordenador, ainda está focado em melhorar as fraquezas da sua equipa, corre o risco de ser aquele tipo de técnico de futebol, que barraria o Maradona por ser muito pequeno, ou Albert Einstein por ter notas baixas na escola, ou Beethoven por ser surdo. E na sua gestão, o mundo teria PERDIDO todos esses talentos.

Nunca me esqueço quando, no Brasil, o Zacarias dos Trapalhões foi pra outra morada… Dedé, ao iniciar o programa seguinte, entrou em cena e falou mais ou menos assim: “Estamos todos muito tristes com a partida do nosso irmão Zacarias… e hoje, para substituí-lo, chamamos… NINGUÉM, pois nosso Zaca é insubstituível!

O silêncio foi total!

Nunca esqueça: CADA UM DE NÓS É UM TALENTO ÚNICO!

Pergunte à sua esposa, ou aos seus filhos, pais ou amigos se o substituiriam.

Certamente ninguém o/a SUBSTITUIRÁ!

Um Bem Haja

O seu Orientador de Desenvolvimento Pessoal

Luís Barbudo